Operação, ainda sujeita à análise regulatória, prevê grupo com foco em medicina e formação na área de saúde.
As ações da Yduqs fecharam em alta de 2,95%, a R$ 11,18, nesta quinta-feira (24), após a empresa anunciar, na véspera, uma combinação de negócios com a Afya. Na Nasdaq, os papéis da Afya avançaram 1,10%, para US$ 13,73, enquanto a Cogna caiu 5,22%, a R$ 2,18.
O acordo busca formar uma empresa de ensino superior voltada principalmente a medicina e outras graduações de saúde. A conclusão ainda depende de autorizações de órgãos reguladores, entre eles o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Estrutura da companhia combinada
Segundo Yduqs e Afya, a nova companhia reunirá 926 mil alunos de graduação e 5,9 mil vagas anuais de medicina. A Bertelsmann, grupo alemão, deverá ser o maior acionista, com 47,3% de participação.
Dados divulgados por Yduqs e Afya sobre o grupo planejado.
- 926 milAlunos de graduaçãogrupo combinado
- 5,9 milVagas de medicinapor ano
- R$ 2 bilhões a R$ 2,2 bilhõesSinergias previstasestimativa das empresas
- R$ 750 milhõesDividendos da Yduqsintenção anunciada
As empresas projetam que 66% do Ebitda do grupo venha do ensino premium. Nos 12 meses encerrados no segundo trimestre, a receita líquida conjunta foi de US$ 1,77 bilhão, com Ebitda de US$ 676 milhões e margem de 38%, de acordo com os dados apresentados pelas companhias.
Ganhos esperados e dividendos
As empresas estimam sinergias entre R$ 2 bilhões e R$ 2,2 bilhões. A previsão considera redução de despesas, ajustes em investimentos, ampliação da capacidade de atendimento e uma tributação mais favorável para o grupo combinado.
Em teleconferência com analistas, o presidente-executivo da Yduqs, Rossano Marques, afirmou que as operações se complementam. Ele também disse que a administração confia na aprovação da transação pelas autoridades responsáveis.
A Yduqs informou ainda a intenção de pagar R$ 750 milhões em dividendos, o equivalente a aproximadamente R$ 2,94 por ação. Conforme a empresa, o cálculo corresponde a um dividend yield de cerca de 38% e se baseia na expectativa de geração de valor da operação.
Próximos passos
A combinação só poderá ser efetivada depois das aprovações regulatórias. A intenção divulgada pelas empresas é distribuir aos acionistas 50% do lucro líquido após o fechamento da transação, mantendo a outra metade para a estratégia de alocação de capital e possíveis aquisições.
Segundo os dados das companhias, o fluxo de caixa livre destinado ao acionista alcançou R$ 1,2 bilhão nos 12 meses terminados no segundo trimestre.
Com informações de infomoney.com.br.
Foto de capa: Bertelsmann Unternehmenskommunikation/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 de)

