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Câmara do México aprova restrição à dupla nacionalidade para cargos de governo

Câmara do México aprova proposta que restringe candidaturas de pessoas com dupla nacionalidade. Integrante do PRI critica a medida.

Tiago da Silva CândidoPorTiago da Silva Cândido 2 min de leitura
Cámara de Diputados de México
Foto: EneasMx/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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Proposta atinge candidatos à Presidência, a governos estaduais e ao comando da Cidade do México; integrante do PRI critica a medida.

A Câmara dos Deputados do México aprovou uma proposta de reforma constitucional que impede pessoas com dupla nacionalidade de disputar a Presidência, governos estaduais e o governo da Cidade do México. A informação consta de um artigo de opinião publicado em 26 de setembro, segundo o qual a medida recebeu os votos do Morena e de seus aliados.

A autora do texto, que se identifica como integrante do Partido Revolucionário Institucional (PRI), afirma ter votado contra a proposta. Para ela, a restrição retira direitos de mexicanos que mantêm vínculos com outro país. O material consultado não informa o placar da votação nem as próximas etapas da reforma.

Quem seria atingido

A restrição descrita no artigo se aplica a quem pretende concorrer a três tipos de cargo: a Presidência da República, um governo estadual ou o governo da Cidade do México. A proposta trata da elegibilidade de pessoas com dupla nacionalidade para essas disputas, não da posse de dois documentos de nacionalidade em si.

A autora diz ser filha de migrante e relata ter atendido mexicanos com documentação de dois países quando trabalhou como delegada da Secretaria de Relações Exteriores em Veracruz. Ela usa essa experiência para contestar a ideia de que a dupla nacionalidade represente falta de compromisso com o México.

Argumentos contra a reforma

No artigo, a integrante do PRI sustenta que mexicanos com dupla nacionalidade participam da vida econômica do país mesmo quando vivem fora dele. Ela cita remessas de cerca de US$ 60 bilhões por ano, valor apresentado no texto sem indicação de uma base de dados.

A autora também critica o voto de legisladores migrantes ligados ao Morena, afirmando que eles chegaram à Câmara por uma medida de representação de comunidades binacionais. Trata-se de uma avaliação política da parlamentar. O material fornecido não traz manifestação dos defensores da reforma nem esclarece quando a mudança poderia entrar em vigor.

Foto de capa: EneasMx/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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