Pesquisadores ligados à Universidade de Gdańsk analisaram amostras de 21 colônias reprodutivas.
Pesquisadores ligados à Universidade de Gdańsk, na Polônia, analisaram amostras de 21 colônias reprodutivas de garça-cinzenta para investigar como a alimentação da ave varia entre diferentes paisagens. As pistas estão nas pelotas de material não digerido que a espécie expele pela boca após engolir as presas inteiras.
Segundo reportagem publicada em 27 de setembro, a análise mostrou diferenças entre as colônias: aves que nidificam perto de corpos d’água consomem peixes, enquanto as de áreas próximas a campos agrícolas também se alimentam de roedores e insetos. O exame das pelotas ajuda os pesquisadores a identificar presas sem precisar capturar as garças.
O que fica nas pelotas
O estômago da garça digere os tecidos moles das presas, mas alguns materiais resistem e acabam reunidos em uma massa compacta. De acordo com a reportagem, o conteúdo encontrado nas amostras inclui:
- Pelos de pequenos mamíferos.
- Partes resistentes do corpo de besouros.
- Fragmentos de ossos e dentes.
- Penas de aves menores.
Esses vestígios permitem reconhecer animais presentes na alimentação das garças. Os peixes, porém, deixam menos restos identificáveis nas pelotas porque são quase inteiramente digeridos, segundo a reportagem.
Diferenças entre as colônias
A pesquisa descrita pela reportagem encontrou maior consumo de mamíferos terrestres nas colônias do interior do que nas litorâneas. O texto também relata que as aves ajustam a dieta à disponibilidade sazonal de presas nas lavouras.
A coleta do material sob os ninhos permite acompanhar a alimentação das aves sem manuseá-las. As amostras também podem ajudar a observar mudanças na fauna das áreas frequentadas pelas garças, embora a reportagem não informe quando o estudo foi realizado.
Com informações de brasil247.com.
Foto de capa: Panek/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

