Em um caso relatado pelo Terra, gasto de mercado caiu de R$ 1.135 para R$ 978 em quatro semanas.
Uma família de três pessoas percebeu que o gasto com mercado havia passado de R$ 960 para R$ 1.135 em quatro semanas e, inicialmente, atribuiu a alta apenas aos preços. Ao conferir armários, geladeira e recibos, Rita e o marido encontraram alimentos repetidos e verduras que estragaram antes de serem usadas.
O casal separou as notas entre alimentos, itens de higiene e produtos de limpeza para comparar cestas semelhantes. Depois de fazer um inventário rápido e mudar a lista de compras, a família registrou R$ 978 em gastos no ciclo seguinte de quatro semanas, diferença de R$ 157 em relação ao período anterior.
O que a família encontrou em casa
Segundo o relato publicado pelo Terra, havia um pacote fechado de arroz guardado atrás da farinha, café comprado mais de uma vez e três pacotes abertos ao mesmo tempo. Duas bandejas de folhas e uma porção de tomate também foram descartadas antes do preparo.
Os preços de alguns produtos tinham aumentado, mas os recibos mostraram que a elevação da despesa não podia ser explicada só por reajustes. Em duas visitas ao mercado, a família comprou farinha sem verificar o que já estava no armário.
Mudanças na lista e na despensa
Rita e o marido passaram cerca de dez minutos conferindo a prateleira de secos, a gaveta de legumes e o congelador antes das compras. Os produtos mais antigos foram colocados à frente, e a lista no celular passou a incluir apenas o que não seria suficiente para a semana.
A profissional de nutrição que acompanhava Rita sugeriu combinações flexíveis de arroz, feijão, legumes e proteína, conforme os alimentos disponíveis. A família escolheu preparações para usar cenoura e abobrinha primeiro e, na semana seguinte, fez uma sopa com legumes que poderiam estragar, congelando duas porções.
Comparação depende da rotina
A família também verificou se a redução no mercado não tinha sido compensada por mais refeições prontas, o que não ocorreu. Para tornar a comparação mais próxima da realidade, anotou quantas pessoas fizeram refeições em casa e guardou as notas fiscais.
Rita observou que marcas, ofertas e preços variaram entre os períodos. Por isso, o resultado descreve a rotina daquela casa e não representa uma economia garantida para outras famílias.
O que passou a entrar no controle
Em meses com festas ou visitas, a família deixou de comparar automaticamente o gasto com o ciclo anterior. O registro passou a ajudar a identificar fatores que alteraram a despesa:
- variações de preço;
- presença de visitas nas refeições;
- produtos comprados em duplicidade;
- alimentos descartados antes do consumo.
O valor que deixou de ser gasto foi reservado para uma conta do mês. A família manteve o inventário preso à porta do armário para consultar antes de aproveitar promoções ou repor produtos de uso diário.
Com informações de terra.com.br.

