Equipamento feito com ventilador, filtros e papelão foi testado durante aulas universitárias e custa cerca de US$ 60.
Filtros de ar montados com materiais comuns reduziram em 61% a quantidade de partículas suspensas no ar de salas de aula universitárias, segundo um estudo publicado na revista científica ACS ES&T Air. Os equipamentos foram testados durante aulas com estudantes presentes, para avaliar se melhoravam a qualidade do ar sem atrapalhar as atividades.
Conhecidos como caixas de Corsi-Rosenthal, os filtros usam um ventilador, quatro filtros, papelão e fita adesiva. Os pesquisadores acompanharam 59 aulas e observaram queda na concentração de partículas em toda a sala, não apenas perto dos aparelhos.
Como o teste foi feito
Cada aula durou 50 minutos e reuniu de 14 a 30 estudantes. Duas caixas foram ligadas 10 minutos depois do início da aula e permaneceram funcionando em velocidade baixa até o fim do período. Segundo os pesquisadores, o ruído não interrompeu as atividades.
Filtros caseiros foram avaliados durante aulas universitárias.
- 59Aulas acompanhadas
- 14 a 30Estudantes por aula
- 50 minutosDuração de cada aula
A autora do estudo Misti Zamora afirmou que os resultados mostram que as caixas podem melhorar a qualidade do ar sem prejudicar o ambiente de aprendizagem. O teste mediu partículas suspensas; não apresentou dados sobre redução de doenças entre os estudantes.
Quanto custa o equipamento
Os autores estimaram em cerca de US$ 60 o custo de montagem de uma caixa. De acordo com Zamora, purificadores comerciais capazes de fornecer a mesma quantidade de ar limpo podem custar de cinco a dez vezes mais.
A diferença de preço pode interessar a escolas que precisam equipar várias salas, mas o estudo não apresentou uma comparação de custos para instituições inteiras. A pesquisa avaliou os filtros em salas universitárias ocupadas, nas condições descritas pelos autores.
Uso nas escolas
As caixas podem complementar outras medidas de cuidado com o ar em ambientes fechados. A fonte do estudo aponta que ventilação, manutenção dos sistemas de climatização e exigências de segurança de cada prédio continuam relevantes.
Os resultados indicam uma alternativa de filtragem de baixo custo para espaços compartilhados. Eles não significam que o equipamento substitua a ventilação ou que a queda de partículas, por si só, comprove redução na transmissão de doenças.
Com informações de yahoo.com.

