Trechos da Rota Bioceânica avançam, mas a integração com fronteiras e portos ainda depende de outras estruturas.
A expansão das rodovias no Paraguai está levando empresas de Santa Catarina a considerar novas regiões do país em seus planos de investimento. Em setembro de 2026, a Rota Bioceânica e outros corredores estavam em diferentes estágios de implantação, com potencial para ligar áreas de produção e indústria às fronteiras e aos portos, segundo o ND Mais.
Em agosto, executivos do Grupo Schulz se reuniram com o Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai para avaliar uma possível instalação industrial. Não houve anúncio nem confirmação de investimento. A CN Mercosul organizou a agenda, com apoio institucional da Rediex.
Trechos concluídos e obras em andamento
No Paraguai, a rodovia PY15 atravessa o Chaco a partir de Carmelo Peralta, cidade na fronteira com Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul. O segmento até Cruce Centinela, de cerca de 174 quilômetros, está concluído. Já o trecho entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, com aproximadamente 224 quilômetros, continua em execução.
Dados citados na reportagem sobre os corredores paraguaios
- cerca de 174 quilômetrosTrecho concluídoCarmelo Peralta a Cruce Centinela
- aproximadamente 224 quilômetrosTrecho em execuçãoMariscal Estigarribia a Pozo Hondo
- duas das trêsGrau de investimentoPrincipais agências de classificação de risco
A Ruta de la Leche, no Chaco, e a Ruta de la Integración, identificada como PY10 na Região Oriental, também fazem parte da ampliação da malha rodoviária. A Rota Bioceânica prevê uma ligação terrestre do Brasil com a Argentina e o Chile por meio do Paraguai.
Critérios para escolher onde investir
Jonathan Roger Linzmeyer, presidente da CN Mercosul, afirma que a localização ganhou peso na análise das empresas. Além de tributos e custos, elas passaram a considerar o acesso a insumos, mercados e canais de distribuição, de acordo com o empresário.
O Paraguai recebeu grau de investimento de duas das três principais agências internacionais de classificação de risco, conforme a reportagem. Para Linzmeyer, esse cenário, combinado às novas rodovias, pode favorecer projetos industriais, logísticos e imobiliários. Trata-se de uma avaliação do empresário, não de investimentos já confirmados.
O que ainda falta para os corredores
A ligação entre as novas estradas e as rotas internacionais depende de condições nas fronteiras, nos serviços aduaneiros, no transporte e no acesso aos portos. Por isso, a conclusão de trechos rodoviários, sozinha, não garante a integração de todo o percurso.
Com informações de ndmais.com.br.
Foto de capa: Alceu Mauro Denes/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

