Formato do corpo, postura e movimento também ajudam espécies a escapar de predadores.
Parecer uma folha, um galho ou outro animal pode ajudar uma espécie a passar despercebida. A camuflagem reúne características de cor, forma e comportamento que dificultam a detecção por predadores — e, em alguns casos, também ajudam na captura de presas.
Essas características se espalham ao longo de gerações quando favorecem a sobrevivência ou a reprodução. A eficácia do disfarce depende do ambiente e de como o predador percebe a presa: nem sempre é preciso copiar perfeitamente aquilo que está ao redor.
Cor e formato alteram a percepção
Manchas e cores podem reduzir o contraste entre o animal e o lugar onde ele está. Já o formato de certas partes do corpo pode interromper seu contorno, tornando mais difícil reconhecê-lo. Em alguns animais, a cauda também cria falsas referências visuais ou desvia a atenção de áreas mais vulneráveis.
Pesquisas publicadas pela University of Chicago Press indicam que a evolução da camuflagem e do mimetismo enfrenta limites físicos e perceptivos. A semelhança entre espécies, por isso, pode variar conforme as pressões seletivas a que cada uma está sujeita. Uma aparência útil para escapar de um predador não precisa ser uma imitação exata.
O movimento também faz parte do disfarce
No mimetismo, uma espécie se assemelha a outro organismo na aparência ou no comportamento. Segundo o material publicado pelo Correio Braziliense, pesquisadores observaram o polvo Macrotritopus defilippi imitando um peixe achatado. Durante a natação, o animal alterou a postura, a velocidade e os movimentos.
O caso mostra que um disfarce pode depender da maneira como o animal se move, não apenas de seu aspecto quando está parado. Permanecer imóvel também pode ajudar outras espécies a evitar a detecção. São estratégias diferentes, moldadas pelas características de cada animal e pelos desafios encontrados em seu ambiente.
Com informações de correiobraziliense.com.br.
Foto de capa: Dipsphotography/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

