Descendentes dos animais introduzidos na ilha canadense encontram alimento e água doce entre as dunas.
Centenas de cavalos vivem soltos na Ilha de Sable, próxima à costa do Canadá. Eles descendem de animais levados por pessoas à ilha no século XVIII e, hoje, sobrevivem entre dunas e ventos fortes sem depender de estábulos ou de alimento fornecido por visitantes.
A presença dos cavalos é resultado de tentativas de criar animais na ilha, incluindo o transporte de um grupo pelo comerciante Thomas Hancock. Enquanto outras espécies de criação não formaram populações duradouras em Sable, os cavalos permaneceram e se reproduziram ao longo das gerações.
Como os cavalos chegaram
Há registros de uma tentativa de introduzir cavalos na Ilha de Sable na década de 1730. Hancock levou outros animais para lá depois de 1755, e sua participação costuma ser associada à chegada de cavalos por volta de 1760. A intenção era que os animais se reproduzissem com os recursos disponíveis na ilha.
Registros e relatos situam a introdução dos animais no século XVIII.
- década de 1730Tentativa anteriorHá registros de introdução de cavalos.
- depois de 1755Transporte por HancockCom outros animais de criação.
- por volta de 1760Chegada mais conhecidaAssociada ao comerciante Thomas Hancock.
Bois, ovelhas, cabras e porcos também foram levados a Sable em diferentes momentos. Nenhuma dessas espécies, porém, estabeleceu uma população duradoura como a dos cavalos, que passaram a ocupar as praias e as áreas com vegetação.
Alimento e água entre as dunas
Os cavalos se alimentam principalmente das plantas da ilha. Para beber, recorrem a lagoas, à água acumulada em períodos úmidos e a poços rasos que cavam na areia. Como a disponibilidade desses recursos varia, os grupos circulam em busca de locais para pastar e descansar.
É comum encontrar grupos formados por um garanhão, éguas e filhotes. Embora descendam de animais domésticos, os cavalos nascidos em Sable não são mansos nem dependem de pessoas para conseguir comida e água. O tamanho da população muda conforme os nascimentos, as mortes e as condições ambientais; por isso, uma contagem não representa um total permanente.
Proteção da ilha e visitas
Os cavalos dividem o território com aves, focas e plantas adaptadas às dunas. Sua circulação e o pastoreio também afetam a vegetação e as margens das lagoas, efeitos acompanhados para entender o uso dos recursos naturais da ilha. Visitantes não devem:
- Alimentar os cavalos.
- Tocar os animais.
- Persegui-los.
Com informações de tupi.fm.
Foto de capa: NASA/Wikimedia Commons (Public domain)

