Desgaste nos contatos internos pode gerar calor sem que o dispositivo desligue o circuito.
Um cheiro leve de plástico queimado ao ligar o chuveiro na potência máxima pode ser sinal de aquecimento no disjuntor, mesmo que o banho continue normalmente. Segundo reportagem publicada pelo Uai em 27 de setembro, contatos internos desgastados podem produzir pequenos arcos elétricos e carbonizar partes do dispositivo.
O odor, porém, não confirma sozinho a origem da falha. A reportagem chama atenção para o risco de ignorá-lo porque o disjuntor pode permanecer ligado enquanto seus componentes se deterioram.
Por que o disjuntor não desarma
De acordo com o Uai, o disjuntor do chuveiro conta com proteção térmica, voltada a sobrecargas, e magnética, que atua em curtos-circuitos. Se houver pequenas aberturas entre contatos desgastados, a corrente pode saltar de um ponto a outro, gerando calor concentrado.
Nesse caso, o aquecimento pode não aumentar a corrente total o suficiente para acionar a proteção térmica. Também pode não formar um curto-circuito capaz de disparar a proteção magnética. Por isso, o fato de o chuveiro funcionar e o disjuntor continuar ligado não descarta o problema descrito pela reportagem.
Sinal de aquecimento e substituição
O texto aponta o cheiro de plástico queimado ou de peixe perto do quadro de luz como sinal de atenção. O calor produzido pelos arcos pode escurecer o material que envolve o mecanismo e prejudicar sua capacidade de isolamento.
Segundo a reportagem, um disjuntor com contatos carbonizados deve ser substituído, pois não há recuperação do dispositivo. O novo equipamento precisa ter corrente nominal e curva adequadas ao circuito do chuveiro. O Uai também recomenda a inspeção do quadro elétrico uma vez por ano e a troca de disjuntores que apresentem sinais de aquecimento.
Com informações de uai.com.br.
Foto de capa: Kevin Kiefuik/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

