Gravações de 1987 foram restauradas e chegaram ao público em Belém, na data em que o músico completaria 80 anos.
O disco inédito Na Correnteza, de Paulo André Barata, foi lançado em Belém na sexta-feira, 25 de setembro, após quase 40 anos guardado em uma fita cassete. O lançamento ocorreu na data em que o músico paraense, morto em 2023, completaria 80 anos.
Parte das canções do álbum entrou no repertório de um show em homenagem ao artista, marcado para aquela noite no Teatro Margarida Schivasappa. Segundo o g1, 20 intérpretes se revezariam no palco. As gravações só puderam ser lançadas depois que uma cópia da fita passou por tratamento e remasterização.
A fita que preservou o disco
O projeto foi produzido em 1987 por Tito Barata, jornalista e irmão de Paulo André, mas não saiu à época por falta de investimento das gravadoras. Tito contou ao g1 que a fita master, gravada em rolo, havia se extraviado. A única cópia conhecida, em cassete, ficou guardada com o jornalista Edgar Proença, amigo do músico.
Gravação, repertório e homenagem ao músico paraense
- 10ComposiçõesIntegram o álbum.
- 20IntérpretesParticipariam do show em homenagem ao músico.
- 1987Ano da gravaçãoO projeto foi produzido por Tito Barata.
A gravação tinha um vínculo familiar para Edgar: a última faixa, “Izabela”, homenageia sua sobrinha e foi composta por Paulo André em parceria com Edyr Proença, pai dela. Para preparar o lançamento, a fita passou por limpeza e digitalização em Belém, com trabalho de Léo Bitar e Ziza Padilha. Artur Luna fez a remasterização no Rio de Janeiro.
As músicas do álbum
O disco reúne 10 composições, a maioria escrita por Paulo André com seu pai, o poeta Ruy Barata. Há também parcerias inéditas com Paes Loureiro, Alfredo Oliveira e Edyr Proença. Entre as faixas está a primeira versão de “Porto Caribe”, conhecida pelo verso “Eu sou de um país que se chama Pará”.
Nascido em Belém, Paulo André construiu uma obra ligada à cultura amazônica. Canções suas, como “Pauapixuna”, “Foi Assim” e “Este Rio é Minha Rua”, ganharam projeção na voz de Fafá de Belém. Em 2025, sua obra foi reconhecida por lei como patrimônio cultural e artístico de natureza imaterial do Pará.
Onde ouvir
Segundo o g1, Na Correnteza está disponível nas plataformas digitais e em CD. As duas versões foram lançadas pelo selo Na Music.
Com informações de g1.
Foto de capa: Fora do Eixo/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

