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Finanças

Estudo aponta maior disciplina de mulheres nos investimentos

Estudo da Think Olga e Think Eva aponta que mulheres tendem a manter investimentos e registram melhor desempenho em pesquisas citadas.

Tiago da Silva CândidoPorTiago da Silva Cândido 2 min de leitura
Estudo aponta maior disciplina de mulheres nos investimentos
Imagem ilustrativa
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Levantamento apresentado no Download Fin4She Summit reúne pesquisas e entrevistas sobre a relação feminina com dinheiro e crédito.

Um estudo apresentado na quinta-feira (24) no Download Fin4She Summit aponta que mulheres tendem a adotar estratégias mais estáveis nos investimentos, com foco no longo prazo e menor reação a oscilações do mercado. O levantamento “Elas Pagam a Conta” foi realizado pela Think Olga e pela Think Eva a partir de mais de 100 pesquisas acadêmicas e entrevistas com 500 mulheres.

Os dados confrontam a ideia de que investidoras seriam menos capazes de administrar dinheiro. Segundo a B3, elas representam 25% dos investidores na Bolsa de Valores, participação que vem crescendo a cada ano.

Desempenho e comportamento

De acordo com estudos reunidos no levantamento, as carteiras de investimento de mulheres tiveram rendimento anual entre 1,8% e 1,9% maior que o dos homens, conforme pesquisa da Warwick Business School, do Reino Unido. Dados da Fidelity Investments, nos Estados Unidos, também registraram retornos femininos entre 0,4% e 2% superiores.

InfográficoMulheres e finanças em números

Dados citados no estudo Elas Pagam a Conta.

25%
Investidores na B3participação feminina
  • 25%Investidores na B3participação feminina
  • 1,8% a 1,9%Rendimento anualmaior nas carteiras femininas
  • 51%Mantêm posiçõesdurante quedas bruscas
  • 25% maisAcordos no Serasaque homens
  • 59%Dívidas de supermercadoentre mulheres
Fonte: Think Olga e Think EvaBlog Viiish

A diferença é associada ao comportamento diante do risco. Os homens têm 87% mais chance de vender ativos em momentos de pânico e fazem 45% mais operações de compra e venda, práticas que podem reduzir o retorno por causa de taxas e impostos. Durante quedas acentuadas do mercado, 51% das mulheres mantêm suas posições, ante 43% dos homens.

Dívidas ligadas ao cotidiano

O estudo também questiona o estereótipo de que gastos com roupas ou maquiagem seriam a principal causa do endividamento feminino. Segundo o levantamento, 59% das dívidas das mulheres estão relacionadas a compras de supermercado, enquanto 42% envolvem medicamentos e tratamentos médicos.

O estudo relaciona parte das dívidas femininas a supermercado, medicamentos e tratamentos médicos.
O estudo relaciona parte das dívidas femininas a supermercado, medicamentos e tratamentos médicos. — Imagem ilustrativa

As pesquisadoras chamaram de “Pix Invisível” os pequenos pagamentos cotidianos que tendem a ficar sob responsabilidade delas nos lares. Entre esses gastos estão despesas com lanche escolar, remédios, transporte, presentes e itens que precisam ser repostos.

Acordos de renegociação

Nos feirões de renegociação do Serasa, mulheres fecham 25% mais acordos e quitam 11,6% mais dívidas que homens, segundo os dados citados pelo estudo. O resultado ocorre mesmo com rendas menores, de acordo com a pesquisa.

Para as organizações responsáveis pelo levantamento, a cautela atribuída às mulheres não deve ser tratada automaticamente como falta de ambição. O estudo relaciona essa postura à preservação de recursos destinados a objetivos como faculdade dos filhos, quitação de imóvel ou reforma da casa.

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