Observações dos telescópios James Webb e Hubble indicaram superfícies com cores semelhantes às de objetos maiores da região.
Pesquisadores identificaram 27 pequenos objetos transnetunianos no Cinturão de Kuiper, região do Sistema Solar situada além da órbita de Netuno. O estudo, liderado por Anastasia N. Morgan, da Northern Arizona University, foi divulgado no periódico The Astronomical Journal.
Os corpos foram localizados com dados do Telescópio Espacial James Webb, enquanto observações complementares do Telescópio Espacial Hubble ajudaram a avaliar as cores da superfície de parte deles. Segundo a pesquisa, a análise pode oferecer pistas sobre o material presente na formação do Sistema Solar.
Objetos têm poucos quilômetros
De acordo com o material divulgado, a maior parte dos objetos tem diâmetro de poucos quilômetros, dimensão comparada a áreas urbanas. Por serem pouco brilhantes e muito distantes, a identificação exigiu observações infravermelhas de alta sensibilidade.
As trajetórias são elípticas e mantêm os objetos em uma área fria e afastada da radiação solar direta. Eles estão entre os menores corpos observados diretamente por instrumentos em órbita, segundo a descrição do estudo.
Cores não seguiram a expectativa
As medições espectrais mostraram cores semelhantes às encontradas em planetas anões e em corpos maiores do mesmo cinturão. Esse resultado difere da expectativa de modelos que previam alterações maiores nas superfícies de objetos pequenos após bilhões de anos de colisões.
A equipe relaciona a aparência preservada a uma possível baixa ocorrência de impactos capazes de expor camadas internas. A pesquisa também aponta que compostos voláteis e outros materiais antigos podem ter permanecido nas superfícies desde os primeiros períodos da nebulosa solar.
O que a descoberta pode indicar
Segundo os pesquisadores, os objetos podem funcionar como registros das condições físicas e químicas do disco que deu origem aos planetas. A continuidade das observações deve permitir ampliar o mapeamento de materiais remanescentes no Cinturão de Kuiper.
O estudo não informa quando novos levantamentos serão realizados nem quantos outros objetos poderão ser identificados.
Com informações de brasil247.com.
Foto de capa: NASA/Wikimedia Commons (Public domain)

