Pedidos urgentes incluem solicitações de soltura de investigados; processos foram enviados à presidência do STF.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre pedidos urgentes ligados às investigações do caso Banco Master e dos descontos ilegais em benefícios do INSS. A decisão foi noticiada na sexta-feira (25).
Entre os pedidos que aguardam manifestação da PGR estão solicitações de soltura apresentadas por investigados, segundo o portal aRede. Os processos chegaram à presidência do STF em meio a um conflito interno na Corte envolvendo o ministro André Mendonça, relator original dos casos.
Pedidos de soltura
De acordo com o aRede, a PGR deverá se pronunciar sobre os pedidos apresentados pelo empresário Fabiano Zettel, apontado como amigo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e por Felipe e Henrique Vorcaro, identificados pela publicação como primo e pai dele, respectivamente. A manifestação solicitada por Fachin trata dos pedidos urgentes; o material consultado não informa uma decisão sobre a soltura dos investigados.
O prazo estabelecido pelo presidente do STF diz respeito à resposta da PGR, não à conclusão das investigações. As apurações envolvem tanto o caso Master quanto os descontos ilegais em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social.
Conflito no Supremo
Os processos foram remetidos à presidência do STF após Mendonça retirar o sigilo de supostas conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro, conforme o aRede. Moraes também solicitou a abertura de uma investigação contra Mendonça.
Segundo a publicação, esse pedido estava previsto para votação na quarta-feira (23), mas a análise foi adiada após a suspensão de um julgamento sobre a abertura de investigação contra Moraes. Não havia, no material consultado, data definida para a retomada do julgamento.
Com informações de msn.com, arede.info.
Foto de capa: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

