No norte do país, a cidade reúne construções de diferentes épocas em um centro histórico reconhecido pela UNESCO.
Guimarães, no norte de Portugal, preserva o castelo, as ruas e as construções ligados à formação do país. A cidade foi a primeira capital administrativa e militar do reino independente, segundo reportagem do Terra, e mantém no centro histórico marcas de quase mil anos de ocupação.
Essa ligação com a origem portuguesa remonta ao século XII, período em que Afonso Henriques iniciou as lutas pela autonomia política da região. Hoje, o patrimônio preservado permite percorrer a pé parte dessa história, da área defensiva no alto da cidade às ruas e praças da parte baixa.
Monumentos da cidade
O Castelo de Guimarães ocupa uma colina e conserva suas muralhas de pedra. Perto dele fica a Igreja de São Miguel, de arquitetura românica. No centro, a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira combina elementos românicos com alterações feitas em períodos posteriores.
A Rua de Santa Maria fazia a ligação entre o castelo e os mosteiros da parte baixa. Seu traçado integra uma rede de vias estreitas que conserva características medievais, ao lado de praças e construções erguidas em épocas diferentes.
Como o centro histórico foi preservado
Nas casas tradicionais, o pavimento térreo é feito de granito, enquanto os andares superiores usam estruturas de madeira e taipa de rodízio. Segundo o Terra, a adaptação dessas construções ao longo do tempo manteve parte de suas estruturas antigas e ajudou a preservar o conjunto urbano.
O reconhecimento do centro histórico pela UNESCO está ligado ao valor desse patrimônio arquitetônico. A distinção também colocou Guimarães na rota de visitantes interessados na história e nas construções medievais de Portugal.
Com informações de terra.com.br.
Foto de capa: Concierge.2C/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

