Moradores e comerciantes ouvidos pelo JN dizem que a região perdeu comércio tradicional e pedem a preservação de seu caráter.
Comerciantes e moradores do Centro Histórico do Porto, em Portugal, relatam mudanças no comércio e na vida cotidiana da região. Em reportagem publicada em 27 de setembro de 2026, eles associam essas transformações à presença de turistas e defendem medidas para preservar o caráter da área.
Os relatos foram colhidos pelo Jornal de Notícias (JN) em um percurso pelo centro da cidade. Segundo o jornal, há preocupação entre os entrevistados com a redução da presença de moradores antigos e com a mudança no perfil dos estabelecimentos. A reportagem, porém, não apresenta dados que permitam medir essas alterações.
Comércio tradicional na Sé
Na região da Sé, o barbeiro António Augusto mantém um dos poucos estabelecimentos do ramo ainda encontrados pelo jornal. Ele conta que havia mais barbearias concorrentes quando começou a trabalhar ali, em 1983. Hoje, diz passar horas sem ouvir português e afirma que se recusa a falar inglês com clientes como forma de protesto.
Augusto descreve uma época em que, segundo sua lembrança, os vizinhos conviviam mais. Na avaliação dele, os antigos habitantes foram deixados de lado enquanto a área passou a ser voltada para visitantes estrangeiros. O comerciante resume sua preocupação com a frase: “Quero ver quando o turismo for embora.”
Pedido de preservação
Outros comerciantes e residentes ouvidos pelo JN também consideram que o Centro Histórico perdeu características que o tornavam reconhecível. Eles defendem uma intervenção para preservar a identidade da região, mas a reportagem não detalha quais medidas seriam propostas.
Os depoimentos mostram como parte de quem vive ou trabalha no centro percebe as mudanças. Não há, no material publicado, números sobre a saída de moradores ou a substituição de lojas que confirmem a dimensão do fenômeno descrito pelos entrevistados.
Com informações de jn.pt.
Foto de capa: Rititaneves/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

