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Leilão da SAF do Vasco será nesta sexta; venda ainda depende de aprovações

Leilão da SAF do Vasco ocorre nesta sexta, mas venda à Almirante Participações ainda depende de sócios e da Anresf.

Tiago da Silva CândidoPorTiago da Silva Cândido 2 min de leitura
Club de Regatas Vasco da Gama
Foto: Diego Baravelli/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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Almirante Participações, de Marcos Lamacchia, é a única empresa habilitada e tem preferência para cobrir propostas.

O leilão das ações da SAF do Vasco está marcado para as 14h desta sexta-feira, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A Almirante Participações S/A, empresa de Marcos Faria Lamacchia, é a única interessada habilitada e deve ser confirmada como compradora na audiência fechada conduzida pela Justiça.

Mesmo com um só interessado apto, o clube precisa realizar o leilão por exigência legal. A conclusão da etapa, porém, não transfere de imediato o comando da SAF: a negociação ainda depende do aval do Conselho Deliberativo, da Assembleia Geral Extraordinária e da análise da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf).

Como funciona o leilão

No edital, a Almirante aparece como stalking horse bidder, mecanismo usado em negociações de empresas em recuperação judicial. A empresa fez a primeira oferta, estabelecendo uma referência de preço para a SAF, e terá preferência para igualar uma eventual proposta apresentada por outra companhia.

Segundo o ge.globo.com, a Anresf apura possível conflito de interesses na operação porque Lamacchia é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Não há prazo definido para a conclusão dessas etapas, embora exista expectativa interna de uma resposta rápida da agência de fair play.

Valores já envolvidos na negociação

Para cumprir garantias previstas no edital, a Almirante depositou R$ 27 milhões nesta semana. O montante corresponde a dois anos de pagamentos da recuperação judicial e busca assegurar os créditos que venceriam nesse período, incluindo a proteção trabalhista do Vasco.

InfográficoValores da operação do Vasco

Depósito e empréstimo ligados à negociação da SAF

R$ 150 milhões
empréstimo DIPautorizado pela Justiça
  • R$ 150 milhõesEmpréstimo DIPautorizado no início do mês
  • R$ 65 milhõesValor já usadopremiações e recuperação judicial
  • R$ 85 milhõesValor disponívelsem data para depósito
  • R$ 27 milhõesGarantia depositadadois anos da recuperação judicial
  • R$ 740 milCobrança à 777ação foi retirada
Fonte: ge.globo.comBlog Viiish

No começo do mês, a Justiça autorizou um empréstimo DIP de R$ 150 milhões da empresa ao clube. Desse total, o Vasco já usou R$ 65 milhões para pagar premiações do elenco e parcelas da recuperação judicial; os R$ 85 milhões restantes permanecem disponíveis, sem data definida para depósito.

Pendências judiciais da antiga SAF

A venda enfrentou tentativas de suspensão ligadas a dívidas da negociação anterior com a 777. Em maio, a Matix Capital, consultora da operação de 2022, havia obtido decisão que condicionava uma nova venda a autorização prévia, mas a medida foi posteriormente derrubada.

Na quarta-feira, o escritório Campos Mello pediu o bloqueio do leilão e das ações ao cobrar R$ 740 mil da 777 Carioca, mas desistiu da ação no dia seguinte. Vasco, clube social e 777 também chegaram recentemente a um acordo para encerrar a disputa judicial, e a empresa estrangeira retirou um recurso que estava na pauta do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Próximos passos

Depois do leilão, a operação precisará passar pelas seguintes fases:

  • análise da Anresf sobre possível conflito de interesses;
  • aprovação do Conselho Deliberativo do Vasco;
  • votação na Assembleia Geral Extraordinária dos sócios.

A Almirante monitora os processos relacionados à 777 e considera que as pendências são problemas da antiga controladora. A empresa avalia estar resguardada de obstáculos jurídicos à continuidade da negociação, informou o ge.globo.com.

Foto de capa: Diego Baravelli/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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