Pular para o conteúdo
Inteligência Artificial

CNI diz que energia pode atrair data centers e IA ao Brasil

Presidente da CNI diz que energia disponível pode atrair data centers e IA, mas cobra fornecimento firme e menos burocracia.

Tiago da Silva CândidoPorTiago da Silva Cândido 2 min de leitura
São Paulo
Foto: Thomas Hobbs/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
Compartilhe

Ricardo Alban afirmou que oferta firme de eletricidade e menos burocracia serão necessárias para viabilizar investimentos.

O Brasil pode atrair investimentos em data centers, inteligência artificial e mineração de criptomoedas pela disponibilidade de energia elétrica, afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, no dia 24, em São Paulo. A declaração foi feita durante o evento CNN Talks Energia: O Brasil diante de um novo mercado.

Segundo Alban, a oportunidade depende de assegurar fornecimento firme de eletricidade e de reduzir entraves burocráticos. Na avaliação dele, esses dois pontos serão determinantes para o país transformar a oferta energética em projetos de alto consumo.

Energia para atividades de alto consumo

O presidente da CNI afirmou que outros países têm recusado data centers por problemas ligados à energia. Ele disse que o Brasil dispõe de energia excedente, mas precisa garantir estabilidade no fornecimento para aproveitar essa condição.

Alban citou como exemplo empresas chinesas que usam energia sujeita a cortes de geração, situação conhecida como curtailment, em operações de mineração de criptomoedas. Para ele, a energia que não é aproveitada pode atender atividades que demandam grande volume de eletricidade.

Burocracia pode limitar investimentos

Apesar do potencial apontado, Alban avaliou que o chamado Custo Brasil e a burocracia podem reduzir a competitividade dos projetos instalados no país. Segundo ele, esses fatores aumentam os custos relativos dos empreendimentos.

O presidente da CNI também associou os entraves à dificuldade de atrair investimentos e gerar valor. A avaliação foi apresentada no debate sobre o novo mercado de energia realizado na capital paulista.

O que está em discussão

A posição da CNI reúne três frentes que, segundo Alban, podem usar a disponibilidade de energia no Brasil:

  • Data centers;
  • Inteligência artificial;
  • Mineração de criptomoedas.

A entidade defende, conforme a fala de seu presidente, que a oferta de eletricidade seja firme e que os obstáculos burocráticos sejam reduzidos para que esses investimentos avancem.

Foto de capa: Thomas Hobbs/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Mais em Inteligência Artificial

Compartilhe
Próxima leituraOpenAI e Estímulo oferecem curso gratuito de IA a pequenos negócios2 min de leitura

Mapa do site