Governos federal e do Rio e prefeitura da capital relatam aplicações da tecnologia em tarefas internas e serviços à população.
A inteligência artificial já é usada por servidores do governo federal, do estado do Rio de Janeiro e da capital fluminense. Os órgãos informaram ao jornal Extra que a tecnologia auxilia tarefas administrativas e serviços oferecidos à população.
Para orientar esse uso, o governo federal e a Prefeitura do Rio publicaram guias. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) afirma que os resultados produzidos pela IA precisam de revisão humana e que o servidor continua responsável pelo trabalho.
Aplicações nos serviços públicos
Segundo o MGI, a tecnologia pode apoiar consultas a informações públicas e o trabalho com textos e documentos. No estado do Rio, a Secretaria de Transformação Digital informou que o Radar RJ acompanha publicações do Diário Oficial, envia avisos por e-mail e permite consultar o andamento de processos públicos do SEI-RJ.
A prefeitura cita duas aplicações voltadas à saúde. O Pequenos Cariocas acompanha crianças e gestantes, enquanto o IA na Vigilância Epidemiológica analisa prontuários para ajudar a identificar riscos à saúde pública, de acordo com o município.
Ferramentas e capacitação
A Prefeitura do Rio informou que usa mais de 300 ferramentas de IA e que mais de seis mil servidores receberam capacitação desde maio. No estado, mais de três mil agentes passaram por treinamento. O governo estadual também prepara um plano com diretrizes para o uso ético e responsável da tecnologia.
Dados informados por órgãos federais, estaduais e municipais
- mais de 11 milhõesProntuários processadosPelo IA na Vigilância Epidemiológica
- mais de 300Ferramentas na prefeituraEm uso no Rio
- mais de seis milServidores capacitadosNa Prefeitura do Rio desde maio
- 117Iniciativas federaisEm implantação na entrevista citada
Na esfera federal, o secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas, disse em entrevista citada pelo Extra que 117 projetos e iniciativas ligados à IA estavam em implantação. Entre eles havia ferramentas de atendimento automatizado.
Orientações para os servidores
O guia federal recomenda que os comandos enviados à IA tragam contexto, indiquem com clareza o pedido e especifiquem como a resposta deve ser apresentada. Também orienta a dividir tarefas complexas em pedidos menores e a reformular a instrução quando o resultado não atender ao esperado.
O MGI ressalta que cada órgão deve considerar as características de suas atividades e da ferramenta utilizada. As orientações incluem o cuidado com a proteção de dados.
Com informações de extra.globo.com.
Foto de capa: Arturdiasr/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

