Governador e candidato à reeleição afirmou ao Metrópoles que a falta de experiência administrativa do senador pode colocar o estado em risco.
O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), afirmou que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) não está preparado para assumir o governo estadual. Em entrevista ao Metrópoles, em Belo Horizonte, Simões disse que uma eventual gestão do adversário colocaria Minas Gerais em risco.
A crítica se concentra na experiência administrativa de Cleitinho, que lidera as pesquisas eleitorais mencionadas pela publicação. Segundo Simões, o governador precisa tomar decisões diante de situações como greves e manifestações, além de lidar com questões técnicas da administração pública.
Crítica à experiência administrativa
Simões declarou que já havia manifestado essa avaliação ao senador mais de uma vez. Para o governador, Cleitinho não tem experiência de gestão e poderia transferir decisões a pessoas que não receberam votos para comandar o estado.
O senador tem dito que pretende montar uma equipe qualificada caso seja eleito, mas não apresentou nomes para uma futura administração, segundo o Metrópoles. Simões afirmou que espera conhecer quem seriam essas pessoas e questionou se Cleitinho teria condição de tomar as decisões finais.
Disputa e pesquisas
No começo da campanha, Simões tentou convencer Cleitinho a não disputar o Palácio Tiradentes e a apoiar sua reeleição. O governador disse que defendia a união da centro-direita para evitar a divisão desse campo político.
Dados eleitorais mencionados por Mateus Simões ao Metrópoles.
- 37%Cleitinhointenções de voto
- 16%Patrusintenções de voto
- 62%Eleitores sem nomenão citam candidato
Agora em lados opostos, os dois passaram a trocar críticas na reta final da campanha. Simões também citou Patrus Ananias (PT), apontado por ele como segundo colocado nas pesquisas, e afirmou que a fragmentação política favoreceu esse cenário.
Dados citados na entrevista indicam que Cleitinho aparece com 37% das intenções de voto, enquanto Patrus tem 16%. Simões afirmou ainda que uma pesquisa Quaest da semana apontava que 62% dos eleitores não conseguiam dizer o nome de um candidato ao governo.
Outros temas da entrevista
Na conversa com o Metrópoles, Simões comentou propostas e posições sobre outras áreas do governo mineiro. Ele disse que não há espaço orçamentário para reajuste dos policiais acima da inflação e defendeu o uso de câmeras corporais no patrulhamento, mas não em operações.
Sobre privatizações, o governador afirmou que a Gasmig precisa ser privatizada, enquanto a Cemig não está entre suas prioridades. Ele também declarou que 2027 será um ano difícil na economia, independentemente do resultado eleitoral nacional.
Com informações de metropoles.com.
Foto de capa: Jonas Pereira/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

