Senador do Republicanos aparece à frente nos levantamentos Quaest e Datafolha, enquanto a disputa pela segunda posição segue aberta.
Cleitinho Azevedo, candidato do Republicanos ao governo de Minas Gerais, lidera as pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas em 23 e 24 de setembro, respectivamente. Com 37% na Quaest e 40% no Datafolha, o senador trabalha com a possibilidade de encerrar a disputa no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, segundo o Terra.
Na sequência, Patrus Ananias (PT) aparece como segundo colocado na maior parte dos levantamentos citados pela reportagem. Ele registrou 15% no Datafolha e 16% na Quaest, enquanto a pesquisa Atlas/Estadão apontou 31%; a distância entre os institutos indica cenários diferentes para a corrida mineira.
Pesquisas e disputa pelo segundo lugar
| Candidato | Quaest | Datafolha |
|---|---|---|
| Cleitinho Azevedo | 37% | 40% |
| Patrus Ananias | 16% | 15% |
| Flávio Roscoe | 5% | 5% |
Percentuais citados nas pesquisas Quaest e Datafolha.
- 37%Cleitinho na QuaestDivulgada em 23 de setembro
- 16%Patrus na Quaest
- 15%Patrus no Datafolha
- 5%Roscoe nas pesquisasQuaest e Datafolha
De acordo com a reportagem, Patrus abriu vantagem sobre Alexandre Kalil nas pesquisas mais recentes. Na Quaest, a diferença entre os dois é de oito pontos; no Datafolha, de seis, com 15% para Patrus e 9% para Kalil.
Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, é o candidato lançado pelo PL depois das indefinições de Cleitinho sobre a disputa. Roscoe passou de 3% para 5% na Quaest e tem o mesmo índice no Datafolha.
Apoio bolsonarista e concorrência à direita
Cleitinho declarou apoio a Flávio Bolsonaro na eleição presidencial, movimento que, na avaliação do professor Adriano Cerqueira, do Ibmec, ajudou o senador a preservar a ligação com o eleitorado bolsonarista. Cerqueira afirmou que uma parcela dos eleitores de Flávio Bolsonaro também vota em Cleitinho, embora Roscoe ainda possa crescer se conseguir associar seu nome ao do candidato presidencial.
A reportagem também cita Mateus Simões, apoiado por Romeu Zema, como outro nome do campo da direita. Para Camilo Aggio, pesquisador da UFMG e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital, faltou construir Simões como símbolo de continuidade da gestão de Zema.
Redes sociais e perfil político
Segundo o Terra, um dos fatores apontados por analistas para o desempenho de Cleitinho é sua presença digital. O senador reúne mais de 4,5 milhões de seguidores no Instagram, número que, para Aggio, ajuda a ampliar o alcance e o engajamento de suas publicações em comparação com os adversários.
Carlos Ranulfo, da UFMG, classificou Cleitinho como um político com perfil de outsider, com liberdade para defender pautas de apelo popular sem vínculos ideológicos rígidos. A reportagem menciona como exemplo a defesa do fim da escala 6×1, tema mais associado à esquerda, ao mesmo tempo em que ele mantém posições próximas ao bolsonarismo em segurança pública, Estado e instituições.
O que mostram os levantamentos
Os dados citados indicam liderança consistente de Cleitinho, mas a composição de um eventual segundo turno continua indefinida. Patrus tenta concentrar o eleitorado petista e associar sua campanha a Lula, enquanto Kalil busca espaço ao centro e alianças locais, informou o Terra.
Com informações de terra.com.br.
Foto de capa: Thiagogontt/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

