Plataforma abrirá espaço para grandes redes de farmácia e prevê ampliar sua malha de entregas rápidas.
O Mercado Livre anunciou nesta quinta-feira (24), durante o Mercado Livre Experience, em São Paulo, que passará a vender medicamentos que exigem prescrição e retenção de receita. A operação própria começa nesta sexta-feira (25) e inclui, por exemplo, antibióticos e canetas emagrecedoras análogas de GLP-1.
A empresa também informou que vai integrar grandes redes de farmácia ao marketplace e testar, em bairros selecionados da capital paulista, o Envios Agora, serviço de entrega de produtos de até 15 quilos em no máximo 60 minutos. A expansão ocorre após mudanças nas regras para a atuação de plataformas digitais na logística e entrega de medicamentos.
Venda com validação farmacêutica
Os remédios sujeitos a receita serão vendidos pela estrutura da Farmácia Cuidamos, adquirida pelo Mercado Livre no ano passado. Segundo a companhia, os produtos sairão diretamente dessa farmácia, sem passar por centros de distribuição.
Antes da liberação do pedido, a receita será enviada para análise de um farmacêutico do Mercado Livre. A empresa afirma que o procedimento seguirá as exigências sanitárias aplicadas às farmácias físicas.
O novo estágio sucede um projeto-piloto de venda de medicamentos isentos de prescrição em São Paulo. De acordo com o Mercado Livre, o teste foi usado para avaliar o volume de buscas e a conversão de vendas na plataforma.
Redes de farmácia no marketplace
Além da venda feita pela operação própria, o Mercado Livre permitirá que redes de farmácia vendam dentro da plataforma. A previsão é que três redes estejam integradas até o fim de outubro.
A meta da companhia é chegar ao fim do ano com 20 farmácias parceiras na Região Metropolitana de São Paulo, com entregas em até uma hora. Fernando Yunes, vice-presidente executivo de Commerce e líder do Mercado Livre no Brasil, afirmou que a proposta é conectar as farmácias aos consumidores por meio do tráfego da plataforma.
Regras e expansão logística
Segundo a fonte, uma lei aprovada em março de 2026 passou a permitir que farmácias e drogarias licenciadas contratem plataformas de comércio eletrônico e canais digitais para logística e entrega de medicamentos, desde que cumpram as normas sanitárias. A Anvisa abriu um processo administrativo para regulamentar essa contratação.
Datas e metas anunciadas para a operação de medicamentos.
- março de 2026Lei aprovadamudança nas regras de entrega
- agostoPlataformas liberadasincluiu Mercado Livre e outras empresas
- sexta-feira (25)Venda com receitainício da operação própria
- fim de outubroRedes integradasprevisão de três redes
- fim deste anoParceiras previstasmeta de 20 farmácias
Em agosto, Shopee, Mercado Livre, iFood, Rappi e B2W foram liberadas para atuar nesse mercado, segundo a fonte. O Mercado Livre já comercializa medicamentos na Argentina, no Chile, na Colômbia e no México.
A companhia também prevê 20 novas operações logísticas de grande porte até o fim de 2026, entre centros de fulfillment, receiving centers, cross docking e triagem. Segundo dados divulgados pela empresa, sua rede no país tem mais de 3,3 milhões de metros quadrados e 59% das entregas rápidas chegam até o dia seguinte nas capitais; no estado de São Paulo, a taxa é de 75%.
O que muda para o consumidor
A partir de sexta-feira (25), clientes poderão solicitar pela plataforma medicamentos que exigem receita, submetendo o documento à validação farmacêutica. Nos bairros paulistanos incluídos no teste do Envios Agora, a empresa prevê entrega em até 60 minutos para itens de até 15 quilos.
Com informações de extra.globo.com.
Foto de capa: Fernando Martello/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

