Paulo Rangel se reuniu com o chanceler venezuelano Félix Plasencia durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, afirmou na quinta-feira que o país estará disposto a manter canais de diálogo e ajudar a construir pontes com a Venezuela durante seu próximo mandato no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A declaração ocorreu após uma reunião com o chanceler venezuelano, Félix Plasencia, à margem da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Segundo a diplomacia portuguesa, a disposição é contribuir para uma Venezuela mais estável, democrática e próspera. O governo destacou também os vínculos humanos entre os dois países, marcados pela comunidade luso-venezuelana.
Encontro na Assembleia da ONU
Em publicação na rede X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal classificou a conversa entre Rangel e Plasencia como importante. A pasta informou que Portugal continuará acompanhando de perto a comunidade luso-venezuelana.
A diplomacia portuguesa defendeu a manutenção de canais abertos entre os países. De acordo com a nota, essa posição será levada ao próximo período de Portugal no Conselho de Segurança da ONU.
Mandato começa em 2027
Portugal passará a integrar o órgão como membro não permanente a partir de 1 de janeiro de 2027, em um mandato de dois anos. O país foi eleito para o biênio 2027-2028 com a maior votação já obtida por uma candidatura portuguesa ao Conselho de Segurança, segundo a fonte.
Mandatos não permanentes do país no órgão da ONU.
- 1979-1980Primeiro mandato
- 1997-1998Segundo mandato
- 2011-2012Terceiro mandato
- 2027-2028Novo mandatoComeça em 1 de janeiro de 2027
Será a quarta vez que Portugal ocupa uma cadeira não permanente no conselho. O país já participou dos seguintes mandatos:
- 1979-1980;
- 1997-1998;
- 2011-2012.
Portugal concorreu sob o lema “Prevenção, Parceria, Proteção”. Segundo a fonte, o país foi eleito em todas as ocasiões em que se candidatou ao Conselho de Segurança.
Próximos passos
No mandato que começa em 2027, Portugal afirma que pretende promover o diálogo e atuar para a estabilidade venezuelana. A posição foi divulgada durante a Assembleia Geral da ONU, realizada a poucos meses do início da nova participação portuguesa no órgão.
Com informações de observador.pt.
Foto de capa: U.S. Department of State from United States/Wikimedia Commons (Public domain)

