Polícia Civil identificou seis imóveis ligados ao esquema, que pode ter movimentado cerca de R$ 2 milhões.
Quatro pessoas foram presas na sexta-feira (25) no Rio Grande do Sul, suspeitas de integrar um grupo que negociava imóveis de pessoas mortas sem autorização das famílias. Segundo a Polícia Civil, o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 2 milhões. A investigação identificou seis imóveis ligados às suspeitas.
Os presos foram localizados no Vale do Sinos e em Porto Alegre. De acordo com a polícia, compradores visitavam os imóveis e assinavam contratos de promessa de compra e venda por acreditar que as negociações eram legais. Eles entregavam dinheiro ou veículos como pagamento.
Como funcionava o esquema
Segundo o delegado Tarcísio Lobato Kaltbach, os investigados tinham funções diferentes para preparar os imóveis e fazê-los parecer disponíveis para venda. As ações atribuídas ao grupo incluíam:
- Localizar e agenciar imóveis de pessoas falecidas.
- Limpar e organizar os locais.
- Trocar chaves, cadeados e fechaduras.
- Alterar a titularidade das contas de energia elétrica.
A Polícia Civil também encontrou indícios de falsificação de documentos e do uso de pessoas que se passavam pelos proprietários ou vendedores. Os veículos recebidos como pagamento poderiam, depois, ser transferidos a terceiros.
Quem foi preso
Entre os detidos estão três homens e uma mulher, encontrados em Estância Velha, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Conforme o delegado, o suspeito apontado como principal articulador mora em Novo Hamburgo. Outro preso é investigado como liderança do grupo, enquanto duas pessoas são suspeitas de atuar como intermediárias.
Dados divulgados pela Polícia Civil sobre as suspeitas de fraude imobiliária.
- quatroPessoas presasTrês homens e uma mulher
- seisImóveis identificadosRelacionados às suspeitas
- cerca de R$ 2 milhõesMovimentação estimadaSegundo a Polícia Civil
- trêsPresos com antecedentesEntre os quatro detidos
Segundo a Polícia Civil, três dos quatro presos têm antecedentes por crimes como ameaça, receptação e lesão corporal. A polícia não divulgou a localização dos imóveis relacionados ao caso.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil continua a apuração para identificar outros possíveis envolvidos, novos imóveis e eventuais vítimas. A movimentação de cerca de R$ 2 milhões é uma estimativa da investigação.
Com informações de agoranovale.com.br.
Foto de capa: Claitonmedina/Wikimedia Commons (CC0)

