Especialistas discutem o uso de medicamentos, laser e transplantes; algumas terapias seguem em pesquisa.
Novas formas de tratar a queda de cabelo ganharam espaço no congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em Fortaleza. Em reportagem publicada em 26 de setembro de 2026, a revista Veja reuniu opções que vão de medicamentos a equipamentos desenvolvidos para atuar no couro cabeludo. A proposta é preservar os fios antes que a perda avance.
O foco das discussões foi a alopecia androgenética, condição de origem genética que afina e reduz os fios. Segundo a reportagem, ela atinge uma parcela expressiva da população com o passar da idade:
| Grupo | Alcance da alopecia androgenética |
|---|---|
| Homens | Entre 50% e 80% |
| Mulheres | Até 40% |
Opções para preservar os fios
A dermatologista Bruna Duque Estrada, da SBD, explica que a calvície pode ser controlada, mas não curada. Por isso, o tratamento é definido após a avaliação do couro cabeludo e do estado de saúde da pessoa. O plano pode combinar medicamentos tópicos ou orais com métodos de estimulação, como microagulhamento e laser de baixa potência.
Números citados em reportagem sobre as terapias para queda de cabelo
- 230%Transplantes nas AméricasAumento entre 2010 e 2021
- mais de 80%Pesquisa com VDPHL01Voluntários com melhora na cobertura capilar
Um equipamento recém-chegado ao Brasil, o FoLix, foi desenvolvido especificamente para os cabelos. De acordo com a Veja, sua aplicação prevê até seis sessões de 30 minutos, além de manutenções anuais. A dermatologista Lilian Brasileiro, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, afirma que equipamentos anteriores usados no couro cabeludo haviam sido criados originalmente para a pele.
Tecnologia nos transplantes
Os transplantes capilares cresceram 230% nas Américas entre 2010 e 2021, segundo os dados apresentados pela reportagem. Ainda assim, especialistas apontam o interesse em iniciar tratamentos antes que a perda dos fios se torne mais extensa.
A inteligência artificial também passou a ser usada nessa área. Segundo a dermatologista Luciana Passoni, ela auxilia no diagnóstico, no acompanhamento e na contagem de fios durante cirurgias, além de integrar robôs usados na implantação capilar.
Terapias ainda em pesquisa
Nem toda opção divulgada para queda de cabelo já está disponível como tratamento aprovado. Bruna Duque Estrada cita o plasma rico em plaquetas, feito com componentes do sangue do próprio paciente, como uma técnica com estudos publicados, mas ainda sem aprovação e disponibilidade, segundo a especialista.
Também são estudadas versões de liberação prolongada de minoxidil e finasterida. Outro candidato, o comprimido VDPHL01, mostrou melhora na cobertura capilar em mais de 80% dos voluntários nas pesquisas citadas pela Veja. Esses resultados não mudam a necessidade de avaliar cada caso antes de definir o tratamento.
Com informações de veja.abril.com.br.

