A aparência não permite que leigos diferenciem com segurança espécies parecidas no Brasil.
Uma cobra com anéis coloridos encontrada no quintal não deve ser tocada nem observada de perto na tentativa de saber se é coral verdadeira ou falsa. Segundo o Instituto Butantan, a aparência externa não oferece uma regra segura para que pessoas leigas identifiquem serpentes no Brasil.
A recomendação é manter distância, afastar crianças e animais domésticos e acionar o serviço ambiental ou de zoonoses da região. A cautela é necessária porque espécies diferentes podem ter colorações semelhantes, e fatores como luz, distância e partes do corpo escondidas dificultam a avaliação.
Por que as cores não bastam
Regras populares sobre a sequência dos anéis coloridos não funcionam como critério universal para a fauna brasileira, de acordo com o Butantan. Há diversidade tanto entre corais verdadeiras quanto entre serpentes que se parecem com elas.
Mesmo uma foto nítida não torna seguro manusear o animal. Conteúdos educativos e comparações feitas pela internet podem explicar diferenças entre espécies, mas não substituem a análise de profissionais diante de uma cobra específica.
Como agir ao encontrar uma serpente
A orientação é não capturar, matar, encurralar ou cutucar a cobra com objetos, como vassouras. Se o animal estiver dentro de um cômodo, a recomendação é evitar entrar no local e deixá-lo isolado, desde que isso seja possível sem aproximação.
Também não se deve tentar acomodar a serpente em recipientes improvisados. Quando pressionado ou manipulado, o animal pode reagir.
Em caso de picada
A pessoa picada deve procurar atendimento médico de urgência imediatamente e informar o horário do acidente. Conforme a orientação da fonte, a vítima deve permanecer em repouso de acordo com o que for indicado pelo serviço de saúde.
Não faça procedimentos caseiros no ferimento. As práticas que devem ser evitadas incluem:
- torniquete;
- cortes;
- sucção;
- aplicação de substâncias sobre o local.
A busca por socorro não deve ser atrasada para capturar ou tentar identificar a serpente. Uma foto feita de longe só é indicada se não aumentar o risco nem retardar o atendimento.
Com informações de terra.com.br.
Foto de capa: Joalpe/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

