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Saúde

Ministério da Saúde pede análise de remédios GLP-1 para obesidade no SUS

Ministério da Saúde pede à Conitec análise de semaglutida e liraglutida para tratamento da obesidade pelo SUS.

Tiago da Silva CândidoPorTiago da Silva Cândido 2 min de leitura
Ministério da Saúde do Brasil
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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Conitec vai avaliar semaglutida e liraglutida, enquanto estudos com pacientes da rede pública seguem em Porto Alegre.

O Ministério da Saúde formalizou nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, um pedido para que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) analise a entrada de medicamentos da classe GLP-1 na rede pública. A proposta trata do tratamento de pessoas com obesidade.

Segundo a pasta, o documento encaminhado à comissão cita produtos com semaglutida ou liraglutida, ativos que não têm mais proteção patentária. A eventual oferta pelo SUS dependerá da avaliação da Conitec e deverá prever parâmetros clínicos para definir quem poderá receber a terapia.

O que será avaliado

A solicitação faz parte de uma articulação iniciada em 2025 entre o ministério e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O trabalho buscou atrair fabricantes interessados em registrar esses remédios no país e também estimulou pesquisas sobre sua eficácia.

InfográficoDados citados no pedido ao SUS

Números apresentados pelo Ministério da Saúde à Conitec.

25,7%
Obesidade em 2024prevalência no Brasil
  • 25Registros no paíscanetas já registradas
  • 14Registros em 2026
  • 70%Queda de preçosem menos de um ano
  • 11,8%Obesidade em 2006prevalência no Brasil
  • 25,7%Obesidade em 2024prevalência no Brasil
Fonte: Ministério da SaúdeBlog Viiish

O ministério informou que há 25 registros desse tipo de medicamento no Brasil, dos quais 14 foram concedidos em 2026. De acordo com a pasta, a maior concorrência entre empresas reduziu os preços desses produtos no varejo.

Obesidade cresceu no país

Dados apresentados pelo Ministério da Saúde apontam que a proporção de pessoas com obesidade no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 25,7% em 2024. A pasta associa esse cenário à necessidade de acompanhamento prolongado e de alternativas de tratamento.

A justificativa também menciona uma orientação da Organização Mundial da Saúde publicada no fim de 2025 sobre o uso populacional, de longo prazo, de terapias baseadas em GLP-1. Segundo o governo, a OMS defende que os sistemas de saúde se preparem para ampliar o acesso sem agravar desigualdades já existentes.

Estudos com pacientes do SUS

O Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, conduz estudos sobre o uso desses medicamentos em pacientes da rede pública com obesidade, informou o ministério. Os resultados fazem parte do conjunto de informações considerado pela pasta na defesa da análise.

Caso haja incorporação, a intenção é concentrar o tratamento em pacientes para os quais o controle da obesidade possa trazer ganhos relevantes à saúde e diminuir complicações ou a necessidade de procedimentos mais complexos.

Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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