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Cuidados com a Pele

Mau hálito pode passar despercebido pelo próprio nariz, explica médica

Adaptação aos próprios odores pode dificultar a percepção do mau hálito. Exame Oral Chroma mede gases do ar expirado.

Tiago da Silva CândidoPorTiago da Silva Cândido 2 min de leitura
Mau hálito pode passar despercebido pelo próprio nariz, explica médica
Foto: U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 1st Class Brian Finney/Wikimedia Commons (Public domain)
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Adaptação do cérebro aos cheiros pode dificultar a percepção da halitose; exame mede gases do ar expirado.

Uma pessoa pode ter mau hálito sem perceber porque o cérebro se acostuma aos odores presentes com frequência, inclusive aos produzidos pelo próprio organismo. A explicação foi dada pela otorrinolaringologista Lígia Maeda, do Hospital Paulista, em conteúdo publicado na quarta-feira (24).

Segundo a médica, a situação inversa também pode ocorrer: alguém pode acreditar que tem halitose sem apresentar o problema. Por isso, testes caseiros, como cheirar o punho após passar a língua ou avaliar o fio dental usado, não são suficientes para confirmar a condição.

Por que os testes caseiros falham

Passar a língua no punho e cheirar a pele não reproduz necessariamente o odor do hálito, de acordo com a especialista. Já o cheiro percebido no fio dental pode trazer alguma informação sobre o espaço entre determinados dentes, mas não representa a respiração como um todo.

A halitose é frequentemente ligada apenas à escovação, mas pode ter outras origens na boca. Entre as situações citadas pela médica estão o acúmulo de bactérias na língua, alterações gengivais, cáries e a redução da produção de saliva.

Isso significa que o mau hálito não indica, obrigatoriamente, falta de cuidado com a higiene bucal. A avaliação deve considerar boca, língua, gengiva e dentes, além de outras possíveis causas quando o problema continua após a correção de fatores bucais ou aparece junto de outros sintomas.

Exame mede gases ligados à halitose

Um dos recursos usados na investigação é o Oral Chroma, equipamento que analisa o ar expirado. O aparelho mede três gases associados ao mau hálito, e os resultados podem ajudar a indicar a origem e a intensidade do problema, segundo Lígia Maeda.

A medição transforma uma queixa baseada no cheiro em dados numéricos, mas não substitui a consulta clínica. A interpretação do exame precisa ser feita junto da avaliação profissional, informou a médica.

Quando buscar avaliação

Diante de uma suspeita persistente, a orientação apresentada pela especialista é procurar um profissional, em vez de tentar chegar a uma conclusão sozinho com métodos caseiros. A investigação objetiva pode auxiliar na definição do tratamento quando houver halitose e na busca por sua causa.

Foto de capa: U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 1st Class Brian Finney/Wikimedia Commons (Public domain)

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