Digestão ácida ajuda as aves a lidar com microrganismos, mas não as protege de todos os riscos.
Urubus conseguem se alimentar de animais mortos porque têm adaptações que os ajudam a lidar com uma dieta arriscada. Uma explicação publicada pelo Terra em 26 de setembro aponta a acidez do estômago e os microrganismos associados ao aparelho digestivo entre os fatores que permitem às aves consumir carne em decomposição.
Isso não significa que sejam imunes a doenças ou contaminantes. O risco de cada refeição varia conforme as condições da carcaça, e as adaptações também não são idênticas em todas as espécies de urubu.
O que acontece na digestão
O conteúdo muito ácido do estômago ajuda a decompor o alimento e dificulta a sobrevivência de muitos microrganismos ingeridos. Pesquisas também investigam o papel das comunidades microbianas presentes no aparelho digestivo dessas aves. A proteção, portanto, não depende de um único mecanismo capaz de neutralizar qualquer ameaça.
Os urubus são necrófagos e encontram animais mortos ao percorrer grandes áreas. Para localizar alimento, usam a visão e, em algumas espécies, também o olfato. As aves podem chegar à carcaça em momentos diferentes da decomposição e consumir tecidos distintos, o que impede tratar todas as refeições como se oferecessem o mesmo risco.
Os limites dessa resistência
Segundo o Terra, a capacidade de lidar com muitos microrganismos não protege os urubus de substâncias químicas presentes nas carcaças, como pesticidas ou medicamentos veterinários. A exposição depende da substância e da dose. Fios e plásticos também estão entre os riscos associados às atividades humanas.
O papel dos urubus no ambiente
Ao consumir animais mortos, os urubus ajudam a retirar matéria orgânica exposta do ambiente, inclusive em áreas rurais e margens de estradas. Esse papel ecológico, porém, não substitui o recolhimento e a destinação adequada dos restos. Se houver uma carcaça em uma rua ou quintal, a orientação citada pelo Terra é acionar o serviço responsável pelo recolhimento e manter pessoas e animais domésticos afastados.
Com informações de terra.com.br.
Foto de capa: Giles Laurent/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

