Campanha do candidato afirma que ao menos 29 perfis atuaram de forma coordenada para espalhar conteúdo falso nas redes sociais.
A campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, apresentou na sexta-feira (25) uma notícia-crime à Procuradoria-Geral Eleitoral. A defesa denuncia uma suposta rede de disseminação de fake news contra o candidato durante a campanha.
Segundo a representação, as publicações começaram na noite de quinta-feira (24), em redes sociais, e teriam sido ampliadas por uma ação coordenada. A equipe jurídica pede a abertura de inquérito criminal para identificar os responsáveis e apurar possível prática de fake news eleitoral.
O que a campanha relata
De acordo com os advogados, a primeira postagem apontada como falsa foi publicada em um perfil na plataforma X, antigo Twitter. Na sequência, outros usuários teriam replicado o conteúdo com o objetivo de aumentar seu alcance e influenciar eleitores perto do primeiro turno.
A campanha afirma ter identificado a participação de pelo menos 29 perfis na divulgação das mensagens. O documento também cita, segundo a defesa, perfis ligados à esquerda, parlamentares aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes da base governista na Câmara dos Deputados.
Pedido à Procuradoria Eleitoral
Na notícia-crime, os advogados sustentam que o caso vai além de uma possível ofensa à imagem do candidato. Para a defesa, a circulação de informações falsas pode afetar o direito dos eleitores de decidir o voto com base em dados verdadeiros.
Um trecho da petição afirma que se busca a proteção do eleitor, “cujo direito de votar livre de fraudes informacionais” deve ser preservado. A representação solicita que a Procuradoria-Geral Eleitoral investigue a origem e a coordenação das publicações.
Próximos passos
Até a publicação da informação, a Procuradoria-Geral Eleitoral não havia dito se abrirá investigação sobre o caso. A eventual apuração depende de manifestação do órgão sobre o pedido protocolado pela campanha de Flávio Bolsonaro.
Com informações de itatiaia.com.br.
Foto de capa: Agência Senado/Wikimedia Commons (Attribution)

